

Nneka Egbuna é mais uma maravilha da Nigéria. A Erika Santos, minha amiga, me deu a dica, fui lá e conferi.
Hype e engajada, Nneka solta vozeirão pra falar da conjuntura sócio-econômica de seu país, até hoje vivendo sob os efeitos da guerra.
Não por acaso ela sempre diz ter sido influenciada por Fela Kuti, o Che africano. The black president foi perseguido, preso e torturado por peitar os políticos nigerianos nas décadas de 60, 70 e 80. E ainda foi um vulcão musical, o pai do afrobeat (no e-mule tem álbuns dele, e no youtube tem parcelas de um doc, o The Black President, isso porque ele se candidatou à presidência do país, em 79, mas foi impugnado pelo governo). Fela morreu super novo, em decorrência da Aids – ele teve, num momento da vida, 28 mulheres; imagina o que o gatão fazia além da cerca.
Voltando ao presente, Nneka tem um quê de Lauryn Hill, o que já é demais. Mas tem personalidade própria, e um vozeirão maneiro. Também põe muito hip hop e reggae nas suas músicas.
Nas fotos, a capa de um dos álbuns da moça, No longer at ease, e uma do Fela. Ele freqüentemente ficava sem camisa, nos shows. Nos documentários, aparece sempre só de sunga agarradinha. No meio da mulherada. Acho que já ficava assim pra não ter tanto trabalho, na "assistência" ao harém.
Abaixo, segue o my space da Nneka.
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